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QUAL A PERCEPÇÃO DA PROTEÍNA DO SORO DE LEITE NO BRASIL?

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Como os consumidores brasileiros vêem a proteína do soro de leite? E que obstáculos impedem a maioria da população brasileira de aproveitar os seus benefícios para a saúde?

Os consumidores brasileiros vivem no quinto maior país do mundo tanto em termos populacionais quanto em área geográfica. E ter hábitos alimentares saudáveis éalgo importante para eles. Mas, assim como consumidores em tantas outras partes do mundo, a compreensão de quais produtos específicos podem eventualmente beneficiar a sua saúde ainda émuito limitada.

E quem pode culpá-los? Háum constante bombardeio de mensagens da mídia, da indústria de alimentos, de familiares e amigos dizendo o que fazer para comer bem e se exercitar mais: "Cuidado com a ingestão de gordura!”, "coma mais fibras", "reduza o açúcar", "escolha as gorduras boas”…Édifícil assimilar tantas orientações (muitas vezes conflitantes) para conseguir priorizá-las e incorporá-las ao dia a dia. Um complicador adicional éo fato de que vivem chegando às prateleiras dos supermercados produtos ’que exibem uma riqueza de alegações de saúde e sustentabilidade, sendo que a maioria delas édifícil demais para os consumidores avaliarem.

Atentos ao preço

Em um mundo perfeito, os consumidores que desejam uma vida saudável, mas que estão confusos diante desse estranho cenário de escolhas alimentares, podem recorrer a suplementos para aliviar sua consciência na dúvida se estão mesmoobtendo toda a nutrição necessária.

De fato, os consumidores brasileiros reconhecem que os suplementos alimentares podem fazer bem à saúde, mas o preço desses produtos os tornam fora de alcance para muitos deles. Além disso, o foco das consumidoras—no Brasil, as mulheres são as maiores responsáveis pelas decisões de compra de alimentos e bebidas —ainda ésuprir suas própriasnecessidades nutricionais e as de sua família por meio de refeiçõesbaseadas em escolhas alimentares tradicionais.

Alcançar essas consumidoras, que são peça-chave para a introdução de opções mais saudáveis nas famílias, pode ser difícil. Em geral, as brasileiras sabem que existe uma relação entre o consumo de alimentos e doenças não-transmissíveis, como hipertensão arterial, diabetes e obesidade. Mas elas desconhecem quais alimentos ajudariam a reduzir o risco de desenvolver essas doenças.

Devemos encontrar maneiras de motivar um número maior de mulheres a ler os rótulos dos alimentos. Além disso, precisamos que as autoridades reguladoras tornem as alegações nutricionais e funcionais mais fáceis de serem compreendidas por elas. Finalmente, éfundamental que o preço dos alimentos mais saudáveis se torne acessível.

O mistério da proteína do soro de leite
Como as proteínas se inserem no mercado e na mentalidade dos brasileiros? De maneira geral, muitos consumidores estão cientes de que as proteínas são necessárias para o crescimento e o desenvolvimento adequados das crianças. E facilmente associam leite e carne à proteína. No entanto, não fazem conexões claras com o termo “proteína do soro de leite”ou “whey protein”, principalmente quando se tratam de gerações mais velhas—e, embora o público praticante de esporte conheça essa proteína, ele a considera um produto com preço elevado e exclusivo de lojas especializadas.

Atéo momento, o que se notaem relação aos suplementos proteicoséo seguinte: háum conhecimento escasso sobre sua capacidade de, por exemplo, ajudar no controle da saciedade e do peso corporal ou no fortalecimentodo sistema imunológico. Pela minha experiência, conectar esses conceitoscausa surpresa à maioria das pessoas. E, no que diz respeito àtendência global de uso de proteínas de origem vegetal (provocada pelo aumento da incidência de alergias ao leite), poucos brasileiros estão cientes desse movimento e uma parcela ainda menor tem condições de reformular sua dieta para acompanhar essa tendência. O que a maioria quer é comprar alimentos a preços acessíveis.

Proteína do soro de leite para pacientes hospitalizados
Atualmente, uma das minhas principaisatividades envolve o estudo de peptídeos bioativos em modelos biológicos e ensaios clínicos. Eu avalio diferentes proteínas e frações com o objetivo de auxiliar pacientes hospitalizados que necessitam de intervenções dietéticas específicas. E essa éuma das áreas onde os suplementos proteicos desempenham um papel importante no Brasil, como acontece em muitas outras partes do mundo.

Trabalho particularmente com a preparação de pacientes para uma cirurgia ortognática (ou buco-maxilo) e os ajudo a se recuperarem no pós-operatório. Nesse contexto, eles podem perder até10 quilos de massa muscular magra no período de 45 dias após o procedimento cirúrgico. E essa rápida perda de peso pode expô-los a um maior risco de contrair infecções. O tratamento desses pacientes com proteína do soro de leite, porém,leva a um aumento na resposta imunológica. Mas isso éapenas um lado da história. Manter a massa muscular éo outro.

Recentemente, por exemplo, acompanhei uma paciente que estava se preparando para uma cirurgia oral, o que lhe exigia não ingerir nada, exceto líquidos, por um período de 40 dias. A maioria das pessoas nessa situação perde peso, incluindo massa muscular. Para evitarou ao menos reduzir essa perda, administrei a proteína do soro do leite, cujos efeitos de síntese muscular são respaldados por inúmeros estudos. Faço uma observação, porém,que realmente aponta algo sobre o mercado brasileiro: uma das principais preocupações dessa paciente era o custo do suplemento!

Um mercado cauteloso em relaçãoàlactose
Outroaspecto do mercado brasileiro que afeta o consumo da proteína do soro de leite éa intolerância àlactose e as alergias ao leite. As pessoas geralmente são cautelosas com os produtos lácteos e muitas afirmam que têm intolerânciaàlactose sem terem sido, de fato, diagnosticadas como intolerantes. Esse comportamento parece estar aumentando, pois hámais consumidores começando a evitar os produtos lácteos —de novo, sem qualquer informação de seus aspectos positivos para a saúde.

Mesmo entre aqueles que têm o conhecimento, os recursos financeiros e a motivação para comprar suplementos de proteína do soro de leite, hátambém uma certa preocupação em torno da qualidade do produto importado. Seráque podem verdadeiramente confiar em um produto que declara ter um teor de proteína do soro de leite de 50%? As autoridades sanitárias estão cientes da questão da adulteração de suplementos dietéticos e, atualmente, revisam as regulamentações relativas a esses suplementos.

Benefícios comprovados
Do meu ponto de vista, os suplementos proteicos e, em particular,a proteína do soro de leiteoferecem benefícios sustentados por evidências científicas —efeitos esses que podem ajudar os consumidores brasileiros em relação a uma série de questões de saúde, melhorando a qualidade do seu dia a dia e atémesmo sua expectativa de vida.

A proteína do soro de leite pode ser aplicada de forma eficaz em todas as fases da vida—na infância, na adolescência, naetapa adulta e naterceira idade. Contudo, hoje no Brasil esses suplementos sóestão ao alcance deuma pequena parcela da população, apesar de a maioria dos brasileiros reconhecer a importância de uma alimentação saudável. Para que essa situação mude, énecessário que sejam disponibilizadas informações práticas e acessíveis,permitindo que as pessoas entendam quais os benefícios dos suplementos proteicos e, como o mercado brasileiro éaltamente sensível ao preço, também oferecer opções mais acessíveis desses produtos.

AUTORA

Geórgia Alvares de Castro
Ma. Dra.

Geórgia Alvares de Castro tem mais de 20 anos de experiência na indústria de alimentos e bebidas. Nutricionista qualificada, ela possui graduação em engenharia de alimentos pela Universidade Federal de Viçosa, mestrado em Tecnologia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutorado em Alimentos e Nutrição pelo INRA (Institut National de la Recherche Agronomique) e pela Unicamp

Este blog contém material e informações destinadas a clientes, fornecedores e distribuidores B2B, e não aos consumidores finais.

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